3/8/2005 10:28:00
Braskem anuncia lucro líquido recorde de R$ 634 milhões no primeiro semestre
Nos últimos 12 meses, a receita bruta totalizou R$ 15,9 bilhões e o Ebitda, R$ 2,7 bilhões
A Braskem alcançou um lucro líquido de R$ 428 milhões no segundo trimestre de 2005, uma evolução expressiva em relação ao resultado obtido no mesmo período do ano passado, quando registrou prejuízo de R$ 302 milhões. Com esse desempenho, o lucro líquido da Braskem atinge R$ 634 milhões no primeiro semestre, contra um resultado negativo de R$ 292 milhões no primeiro semestre de 2004.
A performance no trimestre confirma a consistência do crescimento da Braskem e reflete a melhoria da confiabilidade e competitividade dos nossos ativos", afirma o presidente da empresa, José Carlos Grubisich. "Esses fatos, combinados com a perspectiva de recuperação do mercado interno e da retomada dos preços das resinas no mercado internacional, nos permitem antecipar a perspectiva de crescimento das vendas e da rentabilidade no segundo semestre", explica Grubisich.
As taxas de utilização de capacidade em todas as unidades industriais da Braskem permaneceram em patamar superior a 92%, com destaque para o polipropileno, que atingiu 97%, já considerando os impactos positivos do aumento de capacidade de 120 mil toneladas/ano que entrou em operação em meados de 2004. Os volumes de vendas totais das principais resinas termoplásticas da Braskem - polietileno, polipropileno e PVC - registraram crescimento de 7% no primeiro semestre e de 2% no segundo trimestre.
As exportações deram importante contribuição para esse desempenho,
proporcionando uma receita de US$ 509 milhões no semestre, um aumento de
44% sobre o mesmo período de 2004. Desse total, US$ 248 milhões foram
obtidos com exportações entre abril e junho, 12% a mais do que no segundo
trimestre do ano passado. Esses resultados, além de confirmar a posição da
Braskem como uma das principais empresas industriais exportadoras do país,
demonstram sua flexibilidade e agilidade em redirecionar esforços para o
mercado externo em momentos de desaquecimento do mercado doméstico.
A receita líquida da Braskem apresentou relevante crescimento de 22% no semestre, passando de R$ 4,9 bilhões em 2004 para R$ 6,0 bilhões em 2005, dos quais R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a receita líquida ultrapassou R$ 12,1 bilhões. A receita bruta, que foi de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, totalizou R$ 15,9 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses.
O Ebitda atingiu R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2005, um montante 10% superior ao verificado no mesmo período de 2004. No segundo trimestre, o Ebitda registrou um recuo de 7%, totalizando R$ 570 milhões, mas um aumento de 14% quando expresso em dólar - US$ 230 milhões. Vale observar que nesse período o preço da nafta, principal matéria-prima utilizada pela Braskem, alcançou seu maior valor histórico, US$ 521 por tonelada. No acumulado dos últimos 12 meses, o Ebitda totalizou R$ 2,7 bilhões ou US$ 975 milhões. A margem Ebitda foi de 21,1% no semestre e de 19,8% no trimestre. Essas margens permanecem entre as mais elevadas do setor petroquímico internacional.
A Braskem efetuou captações de recursos relevantes e bastante competitivas no segundo trimestre. Foram US$ 150 milhões em bonds de 10 anos, US$ 150 milhões em bonds perpétuos - a primeira emissão de uma empresa brasileira não financeira - e R$ 300 milhões em debêntures de 5 anos. Esses novos recursos permitiram substancial redução do custo de capital e o alongamento da dívida de 3,5 anos em março de 2005 para mais de 9 anos ao final do segundo trimestre.
No decorrer do primeiro semestre, a Braskem reduziu sua dívida líquida em 19%, passando de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,2 bilhão, ao passo que seu nível de alavancagem financeira, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, recuou de 1,52 em 31 de dezembro para 1,08 no final de junho. "Nos próximos anos, a nossa geração líquida de caixa deverá ser sempre significativamente superior à soma dos vencimentos da dívida e dos recursos necessários para fazer frente aos investimentos da companhia", afirma Paul Altit, vice-presidente da Braskem responsável por Finanças e Relações com Investidores.
A empresa, mais uma vez, avançou de forma marcante com seu programa de excelência operacional denominado Braskem +. Até o segundo trimestre deste ano, em bases anualizadas e recorrentes, capturou R$ 192 milhões em ganhos de produtividade. Esse valor é maior que o previsto para acúmulo até o final do ano de 2005 e representa uma forte aceleração na implementação do programa. A meta programada para até junho deste ano era de R$ 140 milhões.
Os investimentos realizados pela Braskem no primeiro semestre somaram R$ 213 milhões, de um montante de cerca de R$ 600 milhões previsto para 2005. Parte desses recursos será destinada à construção de uma planta de 350 mil toneladas anuais de polipropileno em Paulínia, por meio de uma parceria com a Petroquisa anunciada em julho. Também está em estudos um investimento de US$ 250 milhões em uma unidade industrial com capacidade para produzir 400 mil toneladas anuais de polipropileno na Venezuela, em parceria com a CPV - Pequiven. "A Braskem mantém com confiança e determinação seus programas de crescimento, que estão alinhados com sua estratégia de criação de valor e de fortalecimento da sua liderança de mercado", conclui Grubisich.

