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IMPRENSA
9/11/2005 16:35:00
Braskem acumula lucro de R$ 681 milhões em 2005

Vendas de resinas termoplásticas cresceram 18% no trimestre

O lucro líquido acumulado pela Braskem nos primeiros nove meses de 2005 alcançou R$ 681 milhões. Esse resultado representa mais que o triplo do lucro líquido de R$ 204 milhões registrado no período equivalente de 2004 e reflete o bom desempenho operacional da Braskem, com destaque para a manutenção de elevados índices de utilização de capacidade industrial e o expressivo crescimento das vendas de resinas termoplásticas no mercado interno, sinalizando o aumento do nível de atividade da economia brasileira. No terceiro trimestre, o lucro líquido foi de R$ 48 milhões.

O setor petroquímico internacional e a Braskem enfrentaram um cenário desafiador no terceiro trimestre, marcado pelos altos custos da nafta, que atingiram recordes históricos no período. "A recuperação das vendas ao longo do terceiro trimestre reforça nossa confiança na retomada consistente da demanda por resinas termoplásticas no mercado doméstico e na recuperação da nossa rentabilidade a partir do 4 trimestre", afirma José Carlos Grubisich, presidente da Braskem.

As taxas de utilização de capacidade permaneceram elevadas no terceiro trimestre, acima de 95% para as principais resinas termoplásticas produzidas pela Braskem - polietileno, polipropileno e PVC. Os volumes totais de vendas dessas resinas registraram crescimento vigoroso de 22% no mercado interno, o que indica uma tendência de recuperação da economia brasileira, e de 18% considerando-se também o mercado externo. No acumulado até setembro, os volumes de resinas comercializadas em ambos os mercados cresceram 8% em relação ao mesmo período de 2004.

A Braskem exportou US$ 230 milhões no terceiro trimestre, em linha com sua estratégia de manter uma presença estrutural no mercado internacional. Com esse desempenho, em 2005 as exportações proporcionaram uma receita de US$ 739 milhões até setembro, uma evolução de 21% sobre o montante obtido no mesmo período do ano passado.

A receita líquida da Braskem no terceiro trimestre atingiu R$ 2,8 bilhões, uma redução de 17% sobre a receita do mesmo trimestre de 2004, reflexo do realinhamento dos preços no mercado doméstico aos praticados no mercado internacional e da apreciação do real. No período de janeiro a setembro, a receita líquida cresceu 6%, saltando de R$ 8,2 bilhões em 2004 para R$ 8,8 bilhões neste ano.

O EBITDA, que mede o lucro da companhia antes dos impostos, taxas, depreciações e amortizações, somou R$ 353 milhões no terceiro trimestre, na comparação com os R$ 570 milhões alcançados no trimestre anterior, indicando o impacto dos preços da nafta sobre os custos da empresa e do câmbio. No acumulado de 2005, o EBITDA alcançou R$ 1,6 bilhão, 15% menor que o obtido no mesmo período do ano passado. Em dólares, o EBITDA acumulado cresceu 1% em 2005 e atingiu US$ 639 milhões.

A dívida líquida da Braskem manteve a trajetória de queda nos nove meses de 2005, alcançando US$ 1,4 bilhão no final de setembro, 4% menor do que o valor registrado em dezembro de 2004. No mesmo período, a relação entre dívida líquida e EBITDA apresentou redução de 10%, passando de 1,52 para 1,37 em 31 de setembro.

A Braskem continua a progredir de forma acelerada na implementação do programa de excelência operacional e melhoria de competitividade denominado. Até setembro de 2005, a empresa já capturou R$ 235 milhões em ganhos de produtividade, em bases anuais e recorrentes, ultrapassando os R$ 170 milhões planejados até o final de 2005. Em relação ao patamar previsto até final de setembro, o incremento é de 48%.

Vale também destacar, durante o trimestre, a realização pela Braskem do primeiro depósito de patente feito por uma empresa petroquímica brasileira em nanotecnologia, tecnologia que promete revolucionar o cotidiano das pessoas, o que confirma a prioridade que a empresa dá à sua área de inovação. Além disso, a Braskem recebeu a aprovação final do CADE - Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico, concluindo o processo de análise da criação da empresa.

Os investimentos já realizados pela Braskem neste ano somaram R$ 428 milhões, de um total superior a R$ 600 milhões previsto para 2005. Esse montante inclui os primeiros desembolsos para o projeto de uma moderna e competitiva unidade industrial de polipropileno em Paulínia-SP, em parceria com a Petroquisa, que deverá começar a operar no final de 2007. "A Braskem mantém sua confiança no crescimento da economia brasileira e na forte elasticidade da demanda por resinas termoplásticas em relação ao PIB, e confirma o robusto programa de crescimento da empresa com criação de valor", conclui Grubisich.
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