1/6/2009 12:23:00
Braskem e FAPESP investem R$ 8,25 milhões para ampliar pesquisas em polímeros renováveis
Com total domínio da tecnologia de matérias-primas verdes, a Braskem está preparada para produzir seu portfólio de polímeros a partir do etanol
A Braskem dá mais um importante passo para reforçar seu pioneirismo no desenvolvimento de polímeros verdes ao anunciar um investimento de R$ 8,25 milhões, a ser formalizado em breve, para ampliação das pesquisas em propeno verde para a produção de polipropileno (PP) a partir de matéria-prima 100% renovável. A Braskem já produziu o primeiro polipropileno verde do mundo em 2008, que foi certificado como sendo de origem 100% renovável.
Com este investimento, previsto para aplicação nos próximos três anos por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que detém 50% do projeto, a Braskem já está atuando na busca do detalhamento necessário para atingir escala comercial. A parceira da Braskem neste projeto é a área de biotecnologia da Universidade de Campinas (Unicamp).
"Dispomos de tecnologia já testadas em escala piloto, e estamos nos aprimorando dos nossos polímeros, com tecnologias mais competitivas em escala comercial, a partir de matéria-prima de fonte renovável,", afirma Antonio Queiroz, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem. "O dimensionamento do mercado definirá os próximos passos e prazos", completa.
O pioneirismo da Braskem no desenvolvimento de polímeros verdes é resultado de investimentos, parcerias e da prioridade conferida à área de Inovação e Tecnologia, que permite maior competitividade para toda a cadeia produtiva da petroquímica. Com 219 registros de patentes depositadas, sendo quatro em polímeros verdes, a empresa coloca à disposição de seus clientes uma equipe com 190 especialistas e R$ 330 milhões em ativos dedicados à pesquisa e desenvolvimento.
O desenvolvimento de polímeros renováveis está alinhado com a estratégia da companhia na criação de valor por meio da tecnologia e inovação e na melhoria da competitividade. Confirmando seu compromisso em investimentos de fontes mais limpas na indústria petroquímica, a Braskem lançou, em abril deste ano, a Pedra Fundamental do Projeto de Polietileno Verde no Polo Petroquímico de Triunfo, Rio Grande do Sul. Os investimentos para o projeto serão de aproximadamente R$ 500 milhões, e prevê a construção de uma planta de eteno - matéria-prima para o polietileno - a partir do etanol.
Segundo Bernardo Gradin, presidente da Braskem, "o investimento é parte da estratégia de crescimento da empresa com criação de valor e está alinhado ao objetivo de tornar a companhia uma referência internacional no desenvolvimento de polímeros verdes". A partida da planta de eteno verde está prevista para o quarto trimestre de 2010, e início da operação comercial para o começo de 2011. A Unidade terá potencial de produção de 200 mil toneladas/ano.
Além dos aspectos ambientais, o uso do polietileno verde tem um estímulo adicional: apresenta características de aplicação e propriedades idênticas as do plástico tradicional, o que permite às indústrias de transformação aproveitarem todo o seu parque fabril atual para processar a resina de fonte renovável. O conceito de sustentabilidade do polietileno verde está ligado à sua capacidade de capturar e fixar CO2 que estão na atmosfera. Cada quilo produzido de PE Verde captura cerca de 2,5 kg de CO2.
Para o PE Verde, a Braskem vem estabelecendo, desde o ano passado, uma série de parcerias com clientes de grande porte nos mercados nacionais e internacionais, que visam atribuir o conceito de sustentabilidade as suas marcas, principalmente as empresas da Europa, Estados Unidos e Japão,
A parceria com a Toyota Tsusho para comercialização do PE Verde no mercado asiático já rendeu o primeiro fruto mercadológico da resina renovável, a exemplo do contrato firmado no Japão com a Shiseido, uma das maiores empresas de cosméticos do mundo. Em ambas as parcerias, a demanda potencial já identificada para o PE Verde é em torno de 600mil toneladas/ano, três vezes maior do que a capacidade da nova Planta em construção no Polo de Triunfo.


