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Press Releases - Regional São Paulo • 2 de Abril de 2026

Anuário da Reciclagem 2025 reforça papel estratégico das cooperativas e destaca atuação da Braskem no fortalecimento da cadeia

Webinar reuniu mais de 200 participantes de todo o país em debate sobre desafios e oportunidades do setor; companhia apresentou resultados e impacto do Programa SER+

O Anuário da Reciclagem 2025, publicado pelo Instituto Caminhos Sustentáveis (ICS), foi lançado nesta semana, durante webinar realizado na segunda-feira (30), que reuniu especialistas, representantes do setor público, iniciativa privada e sociedade civil para discutir os avanços, desafios e perspectivas da cadeia da reciclagem no Brasil. O encontro, que marcou a 7ª edição do estudo, contou com a participação de mais de 200 pessoas de diferentes regiões do país.

A publicação se consolida como uma das principais referências nacionais sobre o tema, reunindo dados atualizados sobre produção, impacto ambiental e inclusão socioprodutiva de catadores, elo essencial para o funcionamento da cadeia e para o avanço da economia circular no país.

De acordo com o levantamento, o Brasil conta atualmente com 3.097 organizações de catadores, distribuídas em todos os estados, reunindo mais de 72 mil trabalhadores formalmente organizados. Essas organizações foram responsáveis por destinar mais de 2 milhões de toneladas de resíduos à reciclagem em 2024, com impacto direto na redução de emissões e na preservação de recursos naturais.

O estudo também evidencia a relevância econômica da atividade: o setor movimentou R$ 2,07 bilhões no último ano, com destaque para o Sudeste, responsável por mais da metade do faturamento nacional.

Durante o evento, a Braskem destacou sua atuação no fortalecimento das cooperativas por meio do Programa SER+, iniciativa estratégica voltada à inclusão socioeconômica de catadores e ao desenvolvimento da base da cadeia de reciclagem no país.

Representando a companhia, Gabriela Gama, do time de Relações Institucionais e responsável pela estratégia nacional do programa, ressaltou a importância de iniciativas que conectam dados a realidades concretas e impulsionam transformações estruturais no setor.

"Aqui a gente transforma dados e números em histórias reais, histórias de pessoas, territórios e cooperativas que sustentam a cadeia da reciclagem no Brasil", afirmou.

Criado em 2009, o Programa SER+ atua por meio de apoio técnico e financeiro, com foco na profissionalização das cooperativas, melhoria da gestão e aumento da eficiência operacional.

 

A metodologia do programa está estruturada em quatro pilares: diagnóstico participativo das unidades de triagem, definição de planos de investimento e consultoria técnica, formação de lideranças e monitoramento contínuo de indicadores de desempenho.

Desde 2018, já foram investidos mais de R$ 16 milhões, com atuação atual em 23 cooperativas distribuídas em diferentes regiões do país, em localidades onde a Braskem possui presença industrial, reforçando a conexão entre atuação social e desenvolvimento territorial.

"Na prática, isso significa sentar no chão do galpão, ouvir as dificuldades reais da cooperativa e construir soluções junto com eles, respeitando o ritmo e a realidade local."

Os resultados do programa evidenciam impactos concretos na vida dos cooperados e na estrutura das organizações. Em uma cooperativa no Nordeste, apoiada pela Braskem desde a saída de um lixão até a consolidação da operação, a renda média dos cooperados evoluiu de menos de R$ 300 para mais de R$ 2 mil mensais, a partir da contratação para prestação de serviços ao município e pagamento pela comercialização dos materiais recicláveis.

Além do aumento de renda, o avanço se traduz em maior estabilidade financeira, redução da rotatividade, fortalecimento da gestão e reconhecimento dos catadores como prestadores de serviço ambiental.

"Quando falamos em fortalecimento, não estamos falando só de renda. Estamos falando de autonomia, segurança, organização interna e capacidade de diálogo com o poder público", destacou Gabriela.

Apesar dos avanços, o Anuário aponta desafios estruturais relevantes, como desigualdades regionais, limitações operacionais e a necessidade de ampliação da coleta seletiva no país.

Nesse contexto, a articulação entre empresas, poder público e sociedade civil é apontada como essencial para o desenvolvimento sustentável da cadeia.

"A transformação vem da responsabilidade compartilhada, de quem descarta os resíduos, de quem coleta, de quem compra, de quem transforma e de quem investe", reforçou.

Os dados também evidenciam o impacto ambiental da atividade, com a reciclagem contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a preservação de recursos naturais.

"A reciclagem não se sustenta sem cooperativas estruturadas. Quando a base da cadeia é fortalecida, todo o sistema funciona melhor", afirmou.