Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: integrantes da Braskem em Cubatão destacam o papel da química e da ciência na transformação da indústria

Júnia de Oliveira e Natalia Santos mostram como ciência, inovação e diversidade impulsionam eficiência, segurança e sustentabilidade na operação industrial
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, celebra o protagonismo feminino na transformação da indústria química. Na unidade de Cubatão, duas integrantes reforçam como a ciência está presente nas decisões estratégicas e operacionais do dia a dia: Júnia de Oliveira, da área de Química Industrial, e Natalia Santos, operadora de operação.Para Júnia, a escolha pela carreira nasceu da curiosidade. "Desde cedo, eu queria entender como as coisas funcionavam. A ciência sempre esteve presente como ferramenta de transformação. Percebi que, por meio da química, eu poderia atuar diretamente na criação de soluções para o mundo", afirma. A decisão pela Química Industrial uniu paixão científica e aplicação prática na indústria.
Hoje, atuando na unidade de Cubatão, ela explica que o método científico orienta sua rotina: observar, analisar dados e tomar decisões com base técnica. "Na operação industrial, a ciência não é abstrata. Ela garante qualidade, estabilidade de processos e segurança nas decisões. Cada ajuste de processo ou análise laboratorial exige domínio químico para assegurar eficiência produtiva e integridade dos ativos."
Ao longo de sua trajetória, o aprofundamento em polímeros e tecnologias de processos aplicadas à economia circular foi decisivo para seu crescimento. A experiência no laboratório de desenvolvimento de tecnologia da Braskem ampliou sua visão sobre inovação sustentável. "Trabalhei no desenvolvimento de novas correntes circulares para transformar resíduos em nova matéria-prima. Essa é a prova de como a química pode solucionar desafios ambientais reais."
Na visão de Júnia, o futuro da indústria química passa necessariamente pela descarbonização e pela circularidade. "A química será protagonista na construção de uma indústria cada vez mais verde. Não será apenas sobre produzir, mas sobre reproduzir e reciclar."
Já para Natalia Santos, a motivação para seguir como operadora de produção veio do interesse em compreender os bastidores dos processos produtivos. "Sempre me fascinou entender como algo aparentemente simples, como uma embalagem, resulta de uma cadeia complexa e altamente técnica. A ciência me ajudou a definir qual área eu queria seguir."
Na operação industrial, ela aplica diariamente conceitos técnicos de física e química para garantir eficiência e segurança, especialmente em sistemas que operam com gases inflamáveis. "Entender os efeitos de pressão, temperatura e propriedades dos hidrocarbonetos é fundamental para tomar decisões assertivas, principalmente em situações atípicas ou emergenciais."
Natalia também destaca a importância da inovação tecnológica para a competitividade da indústria petroquímica. Um exemplo é o projeto em andamento na planta, que busca reduzir o consumo de álcool isopropílico no processo produtivo, aumentando eficiência e competitividade. "A melhoria contínua é essencial para elevar qualidade, segurança, sustentabilidade e produtividade."
Ela reforça ainda o papel da Braskem na integração entre ciência e tecnologia, citando o polietileno verde como exemplo de inovação sustentável. Produzido a partir do etanol de cana-de-açúcar, o material mantém as características do polietileno tradicional, mas com origem renovável.
Para ambas, representar mulheres na ciência dentro da Braskem é motivo de orgulho e responsabilidade. "Competência técnica não tem gênero", afirma Júnia. Natalia complementa: "Se hoje estamos aqui, é porque outras pioneiras abriram caminho. Nossa presença é continuidade."
As duas profissionais ressaltam que ambientes diversos ampliam perspectivas e impulsionam a inovação. "A diversidade traz diferentes olhares para um mesmo desafio, tornando as soluções mais criativas e completas", destaca Júnia. "Um ambiente diverso promove diálogos mais ricos e melhores resultados", reforça Natalia.
Ao deixarem uma mensagem para meninas e jovens mulheres interessadas em ciência, ambas são enfáticas: curiosidade e persistência são fundamentais. "Nunca deixem de perguntar 'por quê?'", aconselha Júnia. "Acreditem no seu potencial, mesmo que o receio apareça. A dúvida faz parte do processo, mas tentar é essencial", completa Natalia.
Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, histórias como as de Júnia e Natalia reforçam que a indústria química do futuro será cada vez mais inovadora, sustentável e diversa e que a ciência é o caminho para transformar desafios em oportunidades.