Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: integrantes da Braskem em Paulínia destacam o protagonismo feminino na transformação da indústria química

Maria Fernanda Lopes da Silva e Judite Rosa Batista mostram como curiosidade, conhecimento técnico e inovação impulsionam eficiência, segurança e sustentabilidade
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, reforça o compromisso com a valorização do protagonismo feminino nas áreas técnicas e industriais. Na unidade de Paulínia, as trajetórias de Maria Fernanda Lopes da Silva e Judite Rosa Batista evidenciam como a ciência é instrumento de transformação, tanto na carreira quanto na indústria.
Para Maria Fernanda, a escolha pela Química começou de forma quase intuitiva. "Crianças são naturalmente pequenas cientistas", conta. Observadora das transformações ao seu redor, ela encontrou no curso técnico em Química, incentivada por um professor, a oportunidade de transformar curiosidade em conhecimento estruturado. "Entendi que a ciência poderia transformar interesse em impacto concreto. A Química se tornou a forma de unir método, curiosidade e propósito profissional."
No controle e liberação de produtos, o rigor técnico assegura que cada material atenda às especificações e ao desempenho esperado pelo cliente. "Trabalhar com dados exige senso crítico. É preciso entender o que eles mostram e o que não mostram. Essa mentalidade científica fortalece decisões mais robustas, éticas e responsáveis."
Ela destaca ainda que a ciência permite enxergar padrões que nem sempre são evidentes, apoiando análises de desempenho de processo, comportamento de equipamentos e avaliação de riscos operacionais. Para os próximos anos, acredita que ciência e engenharia serão determinantes para viabilizar processos mais eficientes e sustentáveis, com avanço em modelagem, controle e desenvolvimento de novos materiais de alta performance.
Representar mulheres em carreiras técnicas, para Maria Fernanda, é ocupar um espaço que antes não parecia possível. "É uma responsabilidade e um orgulho. Significa abrir caminhos para que outras meninas se imaginem nesses papéis com mais naturalidade e confiança."
Já a trajetória de Judite Rosa Batista também teve início no curso técnico em Química, onde descobriu uma verdadeira paixão pela ciência. "Fiquei encantada ao perceber como os processos químicos estão presentes no nosso cotidiano e como podem melhorar a vida das pessoas." A vivência prática na Braskem consolidou esse propósito, transformando teoria em soluções aplicadas em escala industrial e impulsionando sua decisão de seguir na Engenharia Química.
No dia a dia, os conceitos aprendidos na faculdade se traduzem em ferramentas para enfrentar desafios operacionais com segurança e assertividade. "Quando o processo demanda mais atenção ou surge um desvio, é o conhecimento científico que nos dá base para agir com responsabilidade e garantir a continuidade operacional."
Judite destaca projetos que simbolizam a aplicação prática da ciência na unidade, como o desenvolvimento de sistemas avançados de controle de processo, comparáveis ao piloto automático de uma aeronave, algoritmos para otimização operacional e iniciativas voltadas à redução do consumo de recursos naturais, incluindo reuso de água da chuva e melhorias para evitar desperdícios de energia, vapor e insumos.
Em uma equipe de operação majoritariamente masculina, ela celebra o espaço conquistado. "Somos duas mulheres em um time de 35 pessoas. Tenho orgulho de ter construído minha trajetória com dedicação e profissionalismo, mostrando que somos plenamente capazes de atuar com excelência na operação."
Para Judite, a transformação da indústria química passa pelo uso crescente de automação industrial, inteligência artificial, monitoramento avançado e tecnologias alinhadas à economia circular. "A ciência e a engenharia serão fundamentais para garantir processos cada vez mais eficientes, seguros e sustentáveis."
Ambas reforçam que ambientes diversos promovem soluções mais completas. "Diferentes vivências ampliam perspectivas e enriquecem o debate técnico", afirma Maria Fernanda. "A diversidade fortalece as decisões e impulsiona a inovação", complementa Judite.
Ao deixarem uma mensagem para meninas e jovens mulheres interessadas na ciência, as duas convergem na mesma direção: confiança e curiosidade. "Continuem perguntando e investigando. A curiosidade é um superpoder", diz Maria Fernanda. "Não deixem que a dúvida as paralise. Vocês são capazes de grandes feitos", acrescenta Judite.
Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, as histórias de Maria Fernanda e Judite reafirmam que o futuro da indústria química será construído com conhecimento, tecnologia e diversidade, pilares que impulsionam inovação e transformação sustentável.